Tímido e gracioso,
decidiu ir para a beira-mar.
Quando chegou, admirando o mar e as primas afastadas que voavam em círculos,
o sol bem alto a anunciar o improvável Inverno da data,
descobriu o sítio ideal para
refletir:
uma esplanada com alguns humanos.
Estes, absortos em leituras, conversas triviais ou apenas
hipnotizados pela dança marítima,
não o viram.
Não repararam como ele os analisava,
perscrutava
e imaginava o que pensavam.
Acima de tudo, não viram como ele celebrava a
vida, no seu voo curto e intermitente.
Ninguém o viu.
Excepto eu.
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